relacionamentos devem ser baseados em 2 virtudes:
beleza e paciência.
se der certo, beleza.
se não der, paciência.
#stopwhiningandsuckitup
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domingo, 4 de setembro de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
pro dia nascer feliz!
ah... essa é a vida que eu quis...
tem gente que vive para vencer desafios
tem gente que vive pelo próprio prazer
pra fazer o bem
pelo dinheiro
tem gente que vive sem pensar nessas bobagens
tem gente que vive pra deixar um legado
pra salvar o planeta
pra cumprir uma missão
pra atingir um estágio superior
tem gente que vive só porque não tem outra opção
ou sei lá mais o que.
enquanto eu puder e enquanto existir um candidato, eu quero isso aqui:

o resto, pra falar bem da verdade, não me importa muito. eu só tento tocar o melhor possível pra ter com o que me preocupar no caso de faltar amor.
tem gente que vive para vencer desafios
tem gente que vive pelo próprio prazer
pra fazer o bem
pelo dinheiro
tem gente que vive sem pensar nessas bobagens
tem gente que vive pra deixar um legado
pra salvar o planeta
pra cumprir uma missão
pra atingir um estágio superior
tem gente que vive só porque não tem outra opção
ou sei lá mais o que.
enquanto eu puder e enquanto existir um candidato, eu quero isso aqui:

o resto, pra falar bem da verdade, não me importa muito. eu só tento tocar o melhor possível pra ter com o que me preocupar no caso de faltar amor.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
teste de realidade
às vezes a gente fica acreditando em coisas ruins que fazem a gente sofrer.
às vezes as coisas ruins são mesmo verdade. às vezes não.
originalmente esse filme é uma campanha querendo mostrar que diferença de raça só importa pra quem não sabe o que é realmente importante na vida. uma graça. mas se você entendeu direito percebeu que isso não tem nada a ver com o que eu tô querendo dizer aqui nesse post...
às vezes as coisas ruins são mesmo verdade. às vezes não.
originalmente esse filme é uma campanha querendo mostrar que diferença de raça só importa pra quem não sabe o que é realmente importante na vida. uma graça. mas se você entendeu direito percebeu que isso não tem nada a ver com o que eu tô querendo dizer aqui nesse post...
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
As Calcinhas da Minha Avó
minha avó era uma figura. ela não era que nem gente comum, sabe? tinha um carisma enorme, uma alegria pela vida, pelas pessoas. era super querida por gente de todas as idades, todas as classes sociais. tinha assunto com todo mundo, dava conta da vida da família inteira. era incrível.
ela tinha também alguns costumes que eu, assim como outros netos, fui aprendendo a achar muito bonitinhos ao longo do anos. por exemplo, ela rezava novenas toda quarta feira. não comia carne às quartas, sextas e sábados. rezava na posição de muçulmano virado pra Meca, porque dizia que era bom pra irrigar o cérebro. desde que o marido morreu, quando ela tinha 40 e poucos anos, prometeu nunca mais se casar ou ter outro homem, porque ele foi o amor da vida dela. e de quebra também prometeu nunca mais usar batom. e nunca mais dançar.
ela não comentava isso com ninguém. eu fui descobrindo pela minha mãe e minhas tias durante a infância e adolescência. mas essas privações específicas não seriam tão interessantes não fosse o fato de que ela as cumpria com muita, muita satisfação. isso é que era o realmente incrível. ela tinha certeza e absoluta confiança de que aquilo era o melhor que ela podia dar ao mundo.
Tinha também a cisma dela com "roupas de baixo". ela usava anáguas e combinações. a maioria de seda, com rendas delicadas, bordados. tudo sempre escondidíssimo sob a roupa. ninguém nunca via. só mesmo ela e eventualmente a gente da casa, que via as peças pelo quarto ou penduradinhas no box do banheiro depois de lavadas com sabonete Phebo. Ela achava muito desleixadas as peças mais modernas de algodão ou malha. Só usava lingerie legítima. Pra ela mesma apreciar.
E isso chegava nas outras mulheres da família: enquanto a gente se arrumava, ela sempre queria se certificar de que você estaria com uma "calça em ordem". e chamava a atenção sempre que via uma calcinha simplesinha, dessas de tecidos não-nobres.
- Mas, vó... ninguém vai ver! (na época ninguém via mesmo)
- Não. Não pode sair assim, Vinha! e se você passar mal na rua e alguém for te socorrer? Imagina? E você usando essa 'calça' feia...
Acho que nunca entendi direito o real sentido dessa preocupação. E na verdade fazia um tempão que não lembrava de nada disso.
Até que hoje uma mulher me contou uma história no consultório, que parece roteiro de filme da sessão da tarde. Em 1999 ela sofreu um acidente de carro e se machucou bastante. Foi levada a um hospital e por causa do estrago no joelho e na perna, tiveram que cortar a calça jeans pra tirar um raio X e engessar. Ela saiu do hospital algumas horas depois e, para o caso de ter "alguma complicação com a perna", o médico plantonista deu o telefone dele. E pelo visto deu o coração junto. Hoje era o aniversário de 4 anos da filhinha deles.
"Viiiiinha! Espia um pouco que beleza de família!", é o que minha vó diria, com os olhinhos brilhando.
ela tinha também alguns costumes que eu, assim como outros netos, fui aprendendo a achar muito bonitinhos ao longo do anos. por exemplo, ela rezava novenas toda quarta feira. não comia carne às quartas, sextas e sábados. rezava na posição de muçulmano virado pra Meca, porque dizia que era bom pra irrigar o cérebro. desde que o marido morreu, quando ela tinha 40 e poucos anos, prometeu nunca mais se casar ou ter outro homem, porque ele foi o amor da vida dela. e de quebra também prometeu nunca mais usar batom. e nunca mais dançar.
ela não comentava isso com ninguém. eu fui descobrindo pela minha mãe e minhas tias durante a infância e adolescência. mas essas privações específicas não seriam tão interessantes não fosse o fato de que ela as cumpria com muita, muita satisfação. isso é que era o realmente incrível. ela tinha certeza e absoluta confiança de que aquilo era o melhor que ela podia dar ao mundo.
Tinha também a cisma dela com "roupas de baixo". ela usava anáguas e combinações. a maioria de seda, com rendas delicadas, bordados. tudo sempre escondidíssimo sob a roupa. ninguém nunca via. só mesmo ela e eventualmente a gente da casa, que via as peças pelo quarto ou penduradinhas no box do banheiro depois de lavadas com sabonete Phebo. Ela achava muito desleixadas as peças mais modernas de algodão ou malha. Só usava lingerie legítima. Pra ela mesma apreciar.
E isso chegava nas outras mulheres da família: enquanto a gente se arrumava, ela sempre queria se certificar de que você estaria com uma "calça em ordem". e chamava a atenção sempre que via uma calcinha simplesinha, dessas de tecidos não-nobres.
- Mas, vó... ninguém vai ver! (na época ninguém via mesmo)
- Não. Não pode sair assim, Vinha! e se você passar mal na rua e alguém for te socorrer? Imagina? E você usando essa 'calça' feia...
Acho que nunca entendi direito o real sentido dessa preocupação. E na verdade fazia um tempão que não lembrava de nada disso.
Até que hoje uma mulher me contou uma história no consultório, que parece roteiro de filme da sessão da tarde. Em 1999 ela sofreu um acidente de carro e se machucou bastante. Foi levada a um hospital e por causa do estrago no joelho e na perna, tiveram que cortar a calça jeans pra tirar um raio X e engessar. Ela saiu do hospital algumas horas depois e, para o caso de ter "alguma complicação com a perna", o médico plantonista deu o telefone dele. E pelo visto deu o coração junto. Hoje era o aniversário de 4 anos da filhinha deles.
"Viiiiinha! Espia um pouco que beleza de família!", é o que minha vó diria, com os olhinhos brilhando.
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