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domingo, 28 de agosto de 2011

make love not porn



sorte de quem teve a chance de aprender sobre sexo se amassando com alguém íntimo de verdade. pele na pele. aprendendo o que cada um gosta ou não.

bem pouco tempo antes a regra era que homem aprendia com puta. e mulher aprendia com o marido que tinha aprendido com puta.

bem pouco tempo depois homem aprende com pornô-closeup-chaca-chaca-yeah-baby na internet. e um montão de mulher acaba tendo que aprender com esses caras.

o fenômeno que se criou foi um tanto de gente que acha que TEM QUE gostar do que aparece entre gemidos de oh my god e orgasmos instantaneos advindos de movimentos de bate estaca. afff.

achei uma graça a idéia do makelovenotporn, que vi na revista tpm. eles perceberam que anda valendo a pena explicar o presumível óbvio com todas as letras: o que aparece na tela não é necessariamente o ideal da realidade. isso vem com a singela sugestão de que voltemos ao básico pele com pele e fazer o que tem vontade. incluindo, ou não, o que os pornstars parecem curtir.

fair enough.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

mindinga

um dia desses eu estava andando na rua e vi uma molecada rachando de rir, tirando foto de uma dessas doidinhas de rua.

depois eles mostravam pra ela a tela do celular, e a mulher gritava transtornada:
ME TIRA DAÍ SEUS FILHADAPUTA! ME TIRA DAÍ!

quando ela acalmava eles faziam de novo. e rachavam de rir mais ainda.

eu achei engracado, mas tambem achei tão triste. porque essas coisas podem mesmo parecer hilárias e horriveis e tão tristes.

eu continuei andando e pensando que eu odeio esse tipo de gente que faz crueldades e se diverte.

daí eu fiquei pensando que talvez eu seja mesmo muito chata e fique triste com tudo ao invés de me divertir e rir e deixar pra lá.

depois pensei que se a gente não levar em consideração os sentimentos dos outros talvez a gente viva melhor e sofra menos.

e no fim eu cheguei à conclusão de que mais falta de consideração pelo sentimento alheio é o que faria o mundo ser irremediavelmente horrivel. e que sacanear quem já tá fudido é covardia e não devia ter graça nenhuma.

dai eu acendi um cigarro e esbarrei de propósito com a brasa no braço do moleque que estava tirando as fotos.

e saí dando risada por dentro, mas logo fiquei triste de novo.